Avaliação oftalmológica que mede a capacidade de um dos olhos de distinguir sombras, níveis de iluminação e diferentes…
Exame pediátrico de triagem visual que identifica rapidamente possíveis alterações nas estruturas internas do olho de recém-nascidos.
Exame minucioso que avalia as estruturas do fundo de um dos olhos, incluindo a retina, o nervo óptico…
Exame oftalmológico rápido e indolor que mede a pressão interna de ambos os olhos.
Avaliação oftalmológica que analisa o funcionamento da musculatura dos olhos e o alinhamento visual conjunto.
Exame oftalmológico rápido que quantifica a produção de lágrimas em um dos olhos para avaliar o nível de…
Exame oftalmológico que monitora as variações da pressão intraocular de ambos os olhos ao longo de um dia.
Atendimento médico especializado voltado para a avaliação da saúde ocular, prevenção, diagnóstico e tratamento de alterações na visão.
A Alfabetização e Habilitação Cognitiva é um acompanhamento especializado voltado ao desenvolvimento das habilidades de leitura…
O Teste de Sensibilidade de Contraste ou de Cores é uma análise clínica que verifica a qualidade e a nitidez da visão, indo além da simples leitura de letras pretas no fundo branco. Na versão monocular, a avaliação é realizada em um olho de cada vez (cobrindo-se o outro) para medir detalhadamente a percepção visual de cada globo ocular de forma independente.
A avaliação de cores serve primariamente para identificar anomalias genéticas, como o daltonismo, ou alterações na retina e no nervo óptico. Já o teste de contraste é fundamental para medir a dificuldade de enxergar em ambientes com baixa luminosidade, nevoeiro ou durante a direção noturna. Em conjunto, ajudam no diagnóstico precoce e acompanhamento de doenças como catarata, glaucoma, degeneração macular e neuropatias.
O paciente é posicionado a uma distância padronizada de cartilhas ou monitores e cobre um dos olhos. Para a avaliação de cores, o método mais comum é o teste de Ishihara, onde a pessoa precisa identificar números escondidos em círculos de cores variadas. Para a avaliação de contraste, utilizam-se tabelas com letras (como a de Pelli-Robson) ou padrões de listras que vão progressivamente clareando e se misturando ao fundo cinza, até o momento em que o paciente não consegue mais diferenciá-las.
Trata-se de um procedimento estritamente observacional, totalmente seguro e indolor. Não há qualquer tipo de radiação, contato físico com o olho ou necessidade de dilatar a pupila, portanto, o paciente não sentirá visão embaçada, fotofobia ou qualquer outro efeito adverso após o término.
Não é necessário estar em jejum ou fazer suspensão de medicamentos. A principal e mais importante orientação é que o paciente realize o exame utilizando a sua correção visual de costume — ou seja, deve levar e usar seus óculos de grau ou lentes de contato atuais, pois a avaliação precisa ser feita com a melhor acuidade visual possível.
Os resultados são apurados durante a própria execução das tarefas. O oftalmologista avalia a quantidade de acertos nas pranchas coloridas ou o nível mínimo de contraste atingido e informa o diagnóstico ao paciente de forma imediata, entregando o laudo na mesma consulta.
O Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como Teste do Olhinho, é uma avaliação clínica fundamental, geralmente obrigatória, realizada nos primeiros dias de vida do bebê. O procedimento verifica a transparência dos meios ópticos do globo ocular (córnea, cristalino e humor vítreo) para garantir que a luz chegue perfeitamente à retina.
O principal objetivo é rastrear e detectar precocemente qualquer obstáculo ou opacidade na visão da criança. Ele é essencial para o diagnóstico de patologias oculares graves que podem levar à cegueira infantil ou ameaçar a saúde do bebê, como a catarata congênita, o glaucoma congênito e o retinoblastoma (um tipo de tumor intraocular).
O teste é bastante simples e não invasivo. O médico (pediatra ou oftalmologista) aponta um aparelho chamado oftalmoscópio para o rosto do bebê, a uma distância de cerca de 30 a 50 centímetros. A luz do equipamento incide nos olhos da criança; se as estruturas forem saudáveis e transparentes, a luz será refletida pelo fundo do olho e o médico observará um brilho avermelhado ou alaranjado contínuo, muito semelhante ao efeito de "olho vermelho" que aparece em fotografias com flash.
Não há nenhum risco ou efeito adverso. É uma avaliação totalmente indolor, segura e que não exige contato físico direto com o globo ocular. O bebê pode manifestar apenas um pequeno e momentâneo incômodo devido ao foco de luz direcionado ao rosto.
Não existe a necessidade de nenhum preparo especial, aplicação de colírios dilatadores ou jejum. Recomenda-se apenas que a criança esteja tranquila e consiga manter os olhos abertos de forma espontânea no momento da avaliação para facilitar a visualização por parte do médico.
A leitura é feita em tempo real. O profissional de saúde conclui o diagnóstico de forma imediata durante a execução do teste, registrando o resultado (presença ou ausência do reflexo) na hora, muitas vezes diretamente na caderneta de vacinação e saúde da criança.
O Mapeamento de Retina, também conhecido como oftalmoscopia indireta, é uma investigação detalhada e profunda do fundo do olho. Na modalidade monocular, o foco da avaliação clínica é direcionado especificamente para um único globo ocular, permitindo ao médico obter uma visão ampla, que abrange até a região mais periférica da estrutura ocular interna
A finalidade principal é diagnosticar, rastrear e acompanhar doenças que afetam a região posterior do olho. É um exame essencial para identificar problemas graves como descolamento de retina, retinopatia diabética, degeneração macular, danos no nervo óptico (como no glaucoma), inflamações, tumores e alterações vasculares provocadas por condições sistêmicas, como a hipertensão arterial.
O paciente é acomodado na cadeira oftalmológica e o médico utiliza um aparelho chamado oftalmoscópio indireto, que fica acoplado à sua cabeça (semelhante a um capacete com uma fonte luminosa). Com o auxílio de uma lente especial segurada próxima ao olho do paciente, o oftalmologista projeta um feixe de luz para dentro do globo ocular, o que permite iluminar e inspecionar toda a superfície da retina.
O procedimento não gera danos oculares, mas causa incômodos passageiros. A luz projetada é bastante forte, gerando ofuscamento durante a avaliação. Além disso, como é obrigatório o uso de colírios para dilatar a pupila, o paciente ficará com a visão bastante embaçada (principalmente para objetos próximos) e com alta sensibilidade à luz (fotofobia) por um período que costuma durar de 2 a 6 horas.
O passo mais importante do preparo acontece na própria clínica: a aplicação prévia de colírios dilatadores, que leva de 20 a 40 minutos para fazer efeito completo. Por causa da dilatação, é altamente recomendável comparecer com um acompanhante, levar óculos de sol para aliviar o desconforto com a claridade ao sair e, sob nenhuma hipótese, dirigir veículos logo após o término da avaliação.
A observação das estruturas é feita em tempo real. Sendo assim, o diagnóstico e as orientações clínicas são fornecidos pelo oftalmologista imediatamente após a conclusão do exame.
A Tonometria binocular é a medição da pressão intraocular (PIO) dos dois olhos. Trata-se de um procedimento padrão e fundamental nas consultas de rotina na oftalmologia para verificar a tensão exercida pelos fluidos que preenchem o interior do globo ocular.
O objetivo central deste exame é o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do glaucoma — uma doença ocular silenciosa, muitas vezes associada ao aumento da pressão interna, que danifica o nervo óptico e pode levar à perda irreversível da visão. Além do glaucoma, o teste é utilizado para avaliar inflamações oculares (como uveítes) ou monitorar pacientes que fazem uso contínuo de colírios à base de corticoides.
Existem duas técnicas principais. A tonometria de aplanação é a mais tradicional: o médico aplica um colírio anestésico e um corante amarelo (fluoresceína) e, em seguida, encosta suavemente uma pequena sonda do equipamento na superfície do olho. A outra técnica é a tonometria de sopro (ou não contato), na qual o aparelho emite um rápido e leve jato de ar na superfície do olho para calcular a pressão, sem a necessidade de tocar no globo ocular ou utilizar anestesia.
O procedimento é extremamente seguro e não causa dor. Na técnica de sopro, o paciente pode apenas levar um pequeno susto no momento em que o jato de ar atinge o olho. Já no método de aplanação, devido ao uso do colírio anestésico, não há dor durante o toque do aparelho, podendo haver apenas uma ardência momentânea na aplicação da gota.
Não é necessário nenhum tipo de preparo prévio, como jejum ou suspensão de medicamentos, a menos que haja orientação médica específica. A única recomendação é que usuários de lentes de contato devem removê-las antes da realização do teste, podendo recolocá-las logo em seguida ou de acordo com a liberação do especialista.
O resultado da medição é imediato. O oftalmologista obtém os valores da pressão ocular no visor do equipamento no exato momento da avaliação, permitindo discutir o diagnóstico e a conduta clínica na mesma consulta.
O Exame de Motilidade Ocular, comumente chamado de Teste Ortóptico, é uma avaliação detalhada da musculatura responsável pelos movimentos dos olhos. Na sua forma binocular, o procedimento verifica como os dois olhos trabalham juntos, analisando a coordenação, o alinhamento e a capacidade do cérebro de integrar as imagens captadas por ambos.
Este teste é fundamental para diagnosticar alterações neurológicas ou musculares que afetam a visão conjunta, como o estrabismo (desvio dos olhos), a ambliopia (conhecida como "olho preguiçoso") e a diplopia (visão dupla). Além de identificar essas condições, o exame ajuda a medir a capacidade de percepção de profundidade (visão 3D) e é indispensável para o planejamento de tratamentos com exercícios visuais ou cirurgias de correção muscular.
O paciente é orientado a fixar o olhar e acompanhar pequenos objetos, luzes ou letras em diversas direções, mantendo a cabeça parada. O especialista (ortoptista ou oftalmologista) utiliza lentes prismáticas e réguas específicas para medir com precisão qualquer grau de desvio ou dificuldade de convergência. O profissional avalia os reflexos visuais e a amplitude do movimento em todas as posições do olhar.
Não há nenhum efeito colateral. Trata-se de um procedimento totalmente não invasivo, seguro e indolor. Ao contrário de outros exames oftalmológicos, o teste ortóptico padrão geralmente não exige a dilatação da pupila, então o paciente não fica com a visão embaçada por causa dele.
Não é necessário estar em jejum ou fazer preparos especiais. A recomendação principal é que o paciente leve seus óculos de grau ou lentes de contato, pois grande parte do teste é realizada com a correção visual que a pessoa utiliza no seu dia a dia. Também é indicado estar descansado, já que a fadiga extrema pode influenciar temporariamente o desempenho da musculatura ocular.
Os dados são analisados durante a própria execução do teste. O laudo com as medidas do alinhamento ocular e o diagnóstico funcional são liberados na mesma hora, permitindo que o médico já oriente os próximos passos do tratamento.
O Teste de Schirmer é uma avaliação clínica que mede o volume da produção de lágrimas. Na sua versão monocular, o procedimento é direcionado para investigar a capacidade de lubrificação de apenas um olho específico.
O principal objetivo é diagnosticar ou descartar a síndrome do olho seco. O teste permite ao oftalmologista verificar se o olho está produzindo a quantidade adequada de lágrima para manter a superfície ocular saudável, além de ajudar a investigar possíveis deficiências na glândula lacrimal ou alterações no escoamento das vias lacrimais.
O procedimento é bastante simples e realizado durante a própria consulta. O médico posiciona uma pequena tira de papel filtro especial (com marcações em milímetros) dentro da pálpebra inferior do paciente. O paciente deve permanecer com os olhos suavemente fechados por cerca de 5 minutos. Em seguida, a tira é retirada e o especialista mede a extensão do papel que foi umedecida pelas lágrimas. O exame pode ser feito com ou sem a aplicação de um colírio anestésico prévio.
Não há riscos ou efeitos colaterais duradouros. O que pode ocorrer é um pequeno desconforto, leve ardência ou a sensação de cisco no olho devido ao contato do papel com a pálpebra, mas essa irritação é temporária e passa logo após a remoção da tira.
Não é exigido jejum ou qualquer preparo complexo. No entanto, é fundamental não utilizar colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) ou maquiagem nos olhos no dia da avaliação, pois eles podem mascarar o resultado real. Caso o paciente utilize lentes de contato, será necessário removê-las antes da realização do teste.
A leitura do exame é imediata. O médico avalia a quantidade de lágrima no papel filtro e já consegue fornecer o diagnóstico e as orientações necessárias no mesmo momento.
A Curva Tensional Diária (CTD) binocular é um procedimento que consiste na medição sequencial da pressão interna dos dois olhos em diferentes horários no decorrer de um único dia.
O principal objetivo é observar como a pressão intraocular oscila durante o dia. Esse mapeamento é fundamental para o diagnóstico e monitoramento do glaucoma. Em uma consulta de rotina comum, a pressão pode parecer normal, mas a curva ajuda a identificar se há picos perigosos de pressão em horários específicos, permitindo ao médico ajustar o tratamento de forma muito mais precisa.
O paciente precisa permanecer na clínica ou retornar nos horários pré-agendados ao longo do dia. A medição é feita com um aparelho chamado tonômetro, geralmente a cada duas horas (por exemplo, às 8h, 10h, 12h, 14h e 16h). Para cada aferição, o médico ou técnico aplica um colírio anestésico e um corante amarelo para que o contato do aparelho com a superfície do olho seja rápido e totalmente indolor.
É um exame seguro e que não causa dor. O único incômodo pode ser uma leve e rápida ardência no momento em que o colírio é aplicado. Como a tonometria padrão não exige dilatação da pupila, o paciente não fica com a visão embaçada, a não ser que o médico opte por realizar um exame de fundo de olho logo após a última medição.
O preparo mais importante é a organização do tempo, já que o exame compromete boa parte do dia do paciente. Usuários de lentes de contato devem suspender o uso no dia da avaliação. Para quem já tem o diagnóstico de glaucoma e usa colírios de rotina, a regra geral é manter o uso dos medicamentos nos horários normais, a menos que o oftalmologista tenha solicitado explicitamente a suspensão.
Geralmente, o laudo com o gráfico mostrando as oscilações de pressão é entregue ao paciente logo após a última medição, ou em até 48 horas.
Trata-se do atendimento médico presencial padrão com um oftalmologista. É o momento em que o especialista avalia clinicamente a saúde dos olhos, das pálpebras, vias lacrimais e de todo o sistema visual do paciente dentro da rotina de um consultório.
Tem a finalidade de checar a qualidade da visão (acuidade visual) para verificar a necessidade de óculos ou lentes de contato. Além disso, é essencial para rastrear, prevenir e diagnosticar doenças oculares como miopia, astigmatismo, catarata, glaucoma, retinopatias, estrabismo e infecções.
O médico inicia com uma conversa (anamnese) para entender as queixas e o histórico do paciente. A seguir, realiza avaliações no próprio consultório, que geralmente incluem o teste de leitura de letras projetadas (para medir a capacidade visual), a identificação do grau, a aferição da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, utilizando equipamentos oftalmológicos específicos.
A avaliação em si não causa nenhum dano. Porém, é muito comum o médico aplicar colírios para dilatar a pupila durante a consulta. Esse procedimento causa visão embaçada para perto e aumento da sensibilidade à luz (fotofobia), sintomas temporários que costumam desaparecer após algumas horas.
Geralmente não há exigência de jejum ou preparos complexos. É indicado levar os óculos atuais e exames oftalmológicos anteriores, caso possua. Para usuários de lentes de contato, pode ser orientado suspendê-las no dia da consulta. Como a pupila pode ser dilatada, recomenda-se ir com um acompanhante e levar óculos escuros, além de evitar dirigir logo em seguida.
As conclusões da avaliação, bem como a entrega da receita para óculos, atestados ou prescrição de medicamentos, são fornecidas imediatamente ao término da consulta. Caso o médico solicite exames complementares mais complexos, eles terão prazos específicos.
A Alfabetização e Habilitação Cognitiva é um acompanhamento especializado voltado ao desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, linguagem e raciocínio, com foco em crianças neurodivergentes — como aquelas com transtorno do espectro autista (TEA), TDAH, dislexia, entre outros.
Esse trabalho tem como objetivo principal apoiar o processo de alfabetização de forma inclusiva, estimulando também funções cognitivas fundamentais, como memória, atenção, linguagem, percepção e organização do pensamento. A terapia auxilia a criança a desenvolver autonomia para aprender, superar dificuldades de aprendizagem e se comunicar de forma mais eficaz, tanto no ambiente escolar quanto na vida cotidiana.
A terapia é personalizada, planejada a partir de uma avaliação inicial que identifica os potenciais e os desafios cognitivos da criança. A partir disso, são traçadas estratégias pedagógicas e neuropsicopedagógicas que combinam atividades lúdicas, materiais estruturados e técnicas que favorecem o engajamento e o desenvolvimento da criança. O trabalho pode envolver recursos visuais, jogos, exercícios motores, rotinas estruturadas e mediação contínua com a família.
Antes de iniciar a terapia com a neuropsicopedagoga, a criança precisa passar por uma avaliação diagnóstica interdisciplinar com neuropediatra e profissionais da fonoaudiologia, psicologia, neuropsiquiatria, entre outros. Essa etapa é fundamental para compreender o perfil de funcionamento da criança e construir um plano terapêutico eficaz e individualizado.
A duração varia a depender das necessidades de cada criança. As sessões são semanais, de uma a quatro vezes por semana, com duração de uma hora cada. Para alfabetização, o mínimo é de duas sessões semanais de uma hora. A evolução é acompanhada continuamente e revisada periodicamente, respeitando o tempo de cada criança e os objetivos traçados em conjunto com a família e os profissionais envolvidos.