Você sabe o que é labirintite?

outubro 29, 2019 by Instituto Otovida0
acl20170503-133035-344.jpg

Acompanhe a entrevista realizada com médico Otorrinolaringologista do Instituto otovida, Dr. Evandro Manoel.

“Labirintite” é um termo utilizado na prática, tanto por pacientes como por muitos médicos, para falar de qualquer problema referente ao labirinto. Na verdade, não é correto utilizar esse termo dessa forma, sendo preferível nesse caso utilizar o termo “Labirintopatia” que é o mesmo que dizer de forma genérica que há um problema no labirinto. Existem diversas formas de labirintopatias, cada uma afetando de forma diferente o labirinto e com um tratamento específico, assim como acontece com outros órgãos do corpo humano, como o coração, fígado, rins e outros.

 

Então quer dizer que o termo “Labirintite” não existe?

Existe sim. Labirintite significa que há uma inflamação (nesse caso, geralmente de origem infecciosa) do labirinto, que é apenas um dos muitos tipos de labirintopatias, e desses, a labirintite é uma das mais raras de serem encontradas.

 

Como eu sei se tenho algum tipo de labirintopatia?

Quando o paciente apresenta um problema de labirinto, o sintoma mais comum é de tontura, que geralmente faz com que o paciente apresente uma ilusão de que ele, ou as coisas em volta, estejam se movimentando, o que pode ser chamado nesses casos de vertigem. No entanto, existem labirintopatias que podem gerar tipos de tontura menos específica como sensação de “flutuação”, “cabeça vazia”, “cabeça pesada”, “mareio”, dentre outros. Além da tontura, o paciente também pode apresentar sensação de ouvido tampado ou entupido, zumbido, desequilíbrio, quedas sem perda de consciência além de náuseas, vômitos, palidez e sudorese nos casos mais intensos.

 

Então quando eu sinto tontura, zumbido ou desequilíbrio significa que tenho algum tipo de labirintopatia?

Não necessariamente. Apesar de que a maioria dos pacientes com esses sintomas apresentam algum tipo de labirintopatia, há casos que essas queixas podem significar problemas das vias de equilíbrio do sistema nervoso central (estruturas de dentro da cabeça como por exemplo o cérebro e o cerebelo) que fazem conexão com o labirinto. Além disso, há casos que esses sintomas podem significar outros tipos de problema que não tem nenhuma relação com o labirinto, como por exemplo problemas cardiovasculares, neurológicos e psicológicos.

 

Então o que eu devo fazer se tenho esses sintomas (Tontura, zumbido e/ou desequilíbrio)?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista nesse assunto que é o otorrinolaringologista, de preferência aquele que tenha experiência e prática nesse assunto (otoneurologista). Somente o médico é capaz de entender qual a origem dos sintomas do paciente, bem como o tipo de labirintopatia que está afetando o paciente.

 

Como o médico faz para saber se tenho uma labirintopatia?

A conversa com o paciente, também chamada de anamnese, é a parte mais importante para saber se o problema é de fato uma labirintopatia e qual o seu tipo. O médico deve procurar saber sobre diversas características da queixa principal, bem como seus possíveis desencadeantes e outros sintomas que por vezes podem aparecer juntos da queixa principal.  Além disso, são importantes a história do paciente em relação a outras doenças, medicações em uso e hábitos de vida. Às vezes será necessária mais de uma consulta para que o médico recolha informações suficientes para fazer o diagnóstico.  O exame físico que se faz também na consulta, é a segunda parte mais importante para identificar a origem do problema. Os exames complementares, como veremos a seguir, também podem ser pedidos a depender da suspeita do médico, mas não são tão importantes quanto à consulta médica em si.

 

Existe algum exame que identifica se tenho labirintopatia?

Não há nenhum exame solicitado pelo médico que, sozinho, identifique a causa da tontura, zumbido ou desequilíbrio do paciente. Como já foi dito, a consulta médica é essencial para entender o problema do paciente e os demais exames vão basicamente apenas confirmar as suspeitas do médico, descartar algumas causas possíveis e avaliar a função do labirinto e do equilíbrio do paciente.

 

Quais são os exames que podem ser solicitados?

Os exames complementares que podem ajudar o médico nesses casos são muitos. Temos exames que avaliam a função do labirinto como por exemplo a vectoeletronistagmografia, a videonistagmografia, o teste do impulso cefálico por vídeo (do inglês video head impulse test), a eletrococleografia e o potencial evocado miogênico vestibular (também chamado pela sigla VEMP). Há também exames que avaliam o equilíbrio como a posturografia. Há também exames como a audiometria e a imitanciometria que irão avaliar a parte do labirinto relacionada à audição bem como exames laboratoriais a fim de avaliar possíveis alterações metabólicas que também podem levar à alteração do funcionamento do labirinto. Exames de imagem como a ressonância magnética são solicitados pontualmente em casos de suspeita de doença do sistema nervoso central ou do nervo vestibular (que é aquele que liga o labirinto ao encéfalo).

 

Quais são os principais tipos de labirintopatias?

As mais comuns são a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB) (ocorre por um descolamento de “cristais” de dentro do labirinto), a Migrânea Vestibular (que é causada pela enxaqueca), a Doença de Ménière, a Labirintopatia Metabólica e a Neurite Vestibular (essa seria é por inflamação do nervo e não do labirinto). Porém, menos comumente podemos nos deparar com a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP), a Paroxismia Vestibular, a Síndrome do desequilíbrio do idoso, a vestibulopatia bilateral, a Síndrome de terceira janela dentre outras. Ou seja, são muitos os tipos de labirintopatia e o médico deve conhecer todas essas para poder fazer o diagnóstico da tontura do paciente.

 

Quais são os tratamentos que podem ser feitos para as labirintopatias?

Dependendo do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode variar muito. Existem labirintopatias como a migrânea vestibular e a Doença de Ménière que comumente necessitam de medicações. Há labirintopatias como a VPPB que, por outro lado, não necessitam de medicações para sua cura, e sim de manobras de posicionamento para “recolocar os cristais” no lugar certo dentro do labirinto. A labirintopatia metabólica é corrigida na maioria das vezes apenas com medidas de orientação na dieta. Há também algumas outras como a TPPP e a vestibulopatia bilateral que necessitarão de reabilitação vestibular, que são exercícios orientados para melhorar a sensação de tontura e desequilíbrio.

Instituto Otovida


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *


Instituto Otovida

SOMOS ESPECIALISTAS EM CUIDAR DE VOCÊ – com atenção à saúde da sua garganta, nariz e ouvidos.

Atendimento com uma abordagem integrada de profissionais nas áreas de fonoaudiologia, psicologia, serviço social e médicos otorrinolaringologistas para oferecer a você os melhores tratamentos e resultados; num espaço, confortável com mais de 1300m² de área.

Desenvolvimento e reabilitação para os melhores resultados.

Responsável Técnica: Fabiana Scarton – CRM-SC 13311

Acompanhe a gente pelo Facebook

Cadastre-se e Receba dicas incríveis sobre saúde


Contatos e Localização

CONTATOS E LOCALIZAÇÃO

Avenida Governador Ivo Silveira, 3861 – Capoeiras, Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3223-6060

WhatsApp: (48) 99172-0606 / (48) 99178-2207

Facilidades de acesso:

Anexo ao Hotel TRI – antigo Hotel Itaguaçu, na divisa dos municípios de Florianópolis e São José.

Todos os Direitos Reservados •  JS ATIVIDADE DIGITAL