Entenda como a perda da audição pode influenciar no déficit de atenção

Maio 24, 2019 by JS0
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A perda da audição é responsável por alterar diversos aspectos na vida das pessoas, desde a interação social até a concentração e atenção. O problema pode acontecer em qualquer fase da vida – independente da idade.

Existem casos que o diagnóstico é comprometido porque a pessoa convive com os sintomas, mas não procura por ajuda. Em outros, a situação pode chamar a atenção de quem está ao redor – chefes ou colegas de trabalho – que passam a reclamar da desatenção do funcionário.

Quando há reclamações pela falta de atenção, o resultado pode ser por conta de uma perda auditiva, transtornos de déficit de atenção ou distúrbio do processamento auditivo central. Ambas as possibilidades são distintas e, portanto, necessitam de especialistas e tratamentos diferentes.

Perda da audição

Já imaginou como deve ser o mundo sem som? Pensar em todos os barulhos que conhecemos e as lembranças de cada ruído, mas cogitar que outras pessoas nunca tiveram ou perderam o mesmo prazer?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 28 milhões de brasileiros vivem nesta situação, sem ouvir os sons ao redor. Os dados são de 2015 e representam 14 % da população.

Mas especialistas alertam para o aumento do índice. O primeiro motivo é pelo crescimento da expectativa de vida do brasileiro. Já o segundo é por conta da exposição aos sons e ruídos, que ocorre principalmente em pessoas que passam o dia com fone de ouvido. O último levantamento da OMS mostra que cerca de 1 bilhão de jovens estão com a audição ameaçada – seja pelos barulhos da vida urbana ou pelo excesso de volume no smartphone.

Além das perdas causadas pelos ruídos, chamadas de perdas auditivas neurossensoriais, o acúmulo de cera no ouvido, infecções, tímpano perfurado e danos no ouvido interno ou em vias nervosas – provocados pela idade ou exposição ao som alto –  também podem contribuir com a surdez. Mais de 446 milhões de pessoas no mundo já possuem problemas auditivos, de acordo com a OMS.

Para a fonoaudióloga Maria Jaquelini Dias dos Santos (CRFº 18.098) do Instituto Otovida, a ligação entre nossos ouvidos e cérebro precisa estar sadia. “Os sons precisam chegar ao cérebro de maneira completa. Assim, as memórias auditivas podem ser criadas e gravadas. Quando há perda auditiva, as memórias são gravadas, porém, como se

fossem filmes, com pausas, rasuras, faltando pedaços”.

As pessoas que sofrem com a perda de audição convivem com alguns sintomas:

– Não compreender o que as pessoas falam;
– Precisar aumentar o volume para escutar música, rádio ou a TV;
– Dificuldade para falar ao telefone ou celular
– Dificuldade para entender muitas vozes e falas ao mesmo tempo;
– Deficiência na concentração.

Déficit de atenção

Os transtornos de déficit de atenção são confundidos com a perda de audição, isso porque ambos os problemas contribuem para a distração dos indivíduo e a dificuldade em socialização. Porém, é fundamental que exista um diagnóstico correto e tratamento que estimule a melhora do paciente.

Caso o problema não seja perda de audição, é possível que seja o transtorno de déficit de atenção (TDA) ou o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Os dois causam desatenção e inquietude, mas o último também apresenta níveis altos de hiperatividade. De acordo com a OMS, entre 3 e 6% da população sofre com o TDHA, um distúrbio de ordem neurológica.  

Perda e déficit

Em alguns casos há a perda de audição e, consequentemente, a dificuldade em ouvir e concentrar-se no que acontece ao redor. Nesta situação, a interação social do indivíduo fica comprometida, tanto no âmbito pessoal como no profissional.

Infelizmente, este tipo de desatenção ainda é confundida com a falta de vontade ou com a personalidade do indivíduo, como se a pessoa fosse “desligada” demais para perceber as coisas que estão ocorrendo.

Em determinados casos, também é possível que exista o transtorno do processamento auditivo central (TPAC) – conhecido também como desordem ou distúrbio do processamento auditivo. O problema afeta as vias centrais da audição, áreas do cérebro que comandam habilidades auditivas responsáveis por um conjunto de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras.

A fonoaudióloga Maria Jaquelini Dias dos Santos (CRFº 18.098) do Instituto Otovida, relata que as causas do TPAC ainda são desconhecidas e variadas. “Alguns casos podem ser de origem genética, otites de repetição na infância, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, comorbidade de outros distúrbios neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do sistema nervoso central ou por envelhecimento natural do cérebro”.

Quem sofre com a desordem fica incomodado com os barulhos e sente como se todos os sons estivessem misturados, sem conseguir manter a concentração em locais barulhentos.

Procure ajuda

Caso você sinta algum dos sintomas listados ou passe por uma das situações mencionadas, procure um médico. O especialista é a melhor pessoa para te ajudar no diagnóstico e tratamento, independentemente do caso.

Se você sente dificuldade em ouvir as pessoas ao seu redor, vá ao otorrinolaringologista. Assim, será possível detectar se existe a perda de audição e como melhorar a situação. Se o especialista dizer que sua audição está boa, mas mesmo assim sentir dificuldades na concentração, procure por um psicólogo – será feito o diagnóstico para saber se você possui um dos déficits.

Caso você conheça alguém nesta situação – parentes, colegas ou amigos de trabalho – não deixe de conversar sobre o assunto e incentivar a busca por ajuda especializada.


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