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Você usa o cotonete eventualmente para limpar o ouvido? Está na hora de abolir essa prática. É o que aconselham as diretrizes médicas da Academia Americana de Otorrinolaringologia. De acordo com a recomendação, publicada recentemente na revista científica Otolaryngology-Head and Neck Surgery, não se deve colocar qualquer coisa “menor que o cotovelo em seu ouvido”.

O problema é que as hastes flexíveis — ou qualquer objeto que alcance o local — podem machucar o ouvido. Os pesquisadores explicaram que os objetos têm potencial real de causar cortes nos canais auditivos, perfurar os tímpanos e ainda deslocar os ossos auditivos. Como consequência, as pessoas podem ter perda de audição, tontura ou outros sintomas de lesão de ouvido.

Sabe-se que o organismo produz cera naturalmente para manter os ouvidos lubrificados, limpos e protegidos. Qualquer tipo de sujeira, como poeira, grão de de areia, entre outros, que chegue ao ouvido fica preso à cera, que impede as partículas de chegar ao canal auditivo. Os movimentos habituais da mandíbula, como falar e mastigar, juntamente com o crescimento da pele dentro do canal, normalmente ajudam a mover a cera antiga de dentro para fora da orelha, onde é lavada durante o banho. Ou seja, o próprio corpo se encarrega de se livrar da cera.

Ao utilizar um cotonete, corre-se outro risco: empurrar a cera, em vez de retirá-la. Estima-se que 2% dos adultos tenham alguma dificuldade de eliminar a cera naturalmente e, por isso, podem sofrer perda auditiva. “Nesses casos, é melhor buscar um profissional de saúde para tratar do problema”, disse James Battey, diretor do Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação, à CNN.

Fonte: Abril/Veja


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Dificuldades de aprendizagem na escola são muito frequentes e, na maioria das vezes, estão relacionadas ao desempenho na leitura e na escrita, tanto na forma, como no conteúdo. Em alguns casos, os déficits escolares podem ser superados, em curto espaço de tempo, com algumas orientações, pois se devem a uma metodologia de ensino inadequada. No entanto, um número expressivo de crianças apresenta um transtorno específico da aprendizagem e merece uma avaliação mais cuidadosa em busca de um melhor diagnóstico, no sentido de identificarmos a maneira mais adequada de ajudá-las. Muitas vezes, tais crianças são consideradas desinteressadas, não só pelos professores, mas também pelos próprios pais, podendo ser chamadas de preguiçosas ou, pior ainda, de pouco inteligentes; e este rótulo, além de não contribuir, pode trazer consequências negativas para seu desenvolvimento emocional e para o processo terapêutico.

Uma criança que apresente dificuldade específica para números e cálculos matemáticos (discalculia do desenvolvimento), por exemplo, fará pensar em problemas de atenção e/ou memória se não encontrar pelo menos um profissional que saiba que este transtorno existe e que merece um atendimento especializado. Mais frequente ainda, o transtorno específico da leitura (dislexia do desenvolvimento), que afeta 2 a 5 % da população, dependendo da classificação utilizada, pode ter um prognóstico muito melhor, quando é diagnosticado tão logo surjam as primeiras dificuldades.

Uma audição normal é extremamente importante para o desenvolvimento da leitura e da escrita, pois a base da leitura é o conhecimento de que cada letra corresponde a um som. Nos recém-nascidos, a prevalência de deficiência auditiva é de cerca de um em cada mil nascimentos. A realização do Teste da Orelhinha ajuda a identificar crianças que nascem com perda auditiva, possibilitando um atendimento desde os primeiros meses de vida. No entanto, algumas vezes, a criança nasce com audição normal, mas apresenta uma perda congênita progressiva que pode prejudicar o aprendizado. Mais frequente ainda é a perda auditiva leve ou moderada decorrente de otite média.

A incidência de otite média está aumentando como resultado do maior ingresso, e cada vez mais precoce, nos berçários e creches. Considerando que uma criança que frequente creche pode apresentar cerca de 10 infecções virais ao ano e que, conforme estudos recentes, mais de 50% podem ser complicadas por uma otite média, é extremamente importante que tenha sua audição reavaliada ao iniciar o período escolar, mesmo que o resultado do Teste da Orelhinha tenha sido normal e que os pais acreditem que ela ouve bem.

Geralmente, a criança que apresentou vários episódios de otite média nos dois primeiros anos de vida normaliza completamente a audição quando ocorre a cura da doença, no entanto, o processamento auditivo pode permanecer alterado, provocando transtornos da aprendizagem. Estudos realizados nos Estados Unidos revelaram 2 a 5% de incidência de transtorno do processamento auditivo entre escolares.

Uma boa audição e um bom processamento auditivo são extremamente importantes numa sala de aula, por exemplo, em que o aluno deve focar a atenção no que é dito pelo professor e ignorar qualquer outro estímulo que possa interferir negativamente na escuta: conversa dos colegas, arrastar de cadeiras, passos no corredor, barulho do ventilador, buzinas na rua ou gritaria no pátio da escola. A criança que apresenta processamento auditivo central normal entenderá a professora com facilidade, enquanto a que tem alteração da audição ou do processamento poderá ter dificuldade em compreender o que está sendo dito, o que pode interferir negativamente no seu processo de aprendizagem.

Sempre que um escolar apresentar transtorno da aprendizagem deve ser incluída na bateria de exames uma avaliação da audição e do processamento auditivo, antes que se inicie qualquer tipo de atendimento. Quando identificamos a causa, a terapia especifica para o problema é muito mais rápida e eficaz.

Dra Berenice Dias Ramos


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Abaixo está relacionado alguns fatores que influenciam no desenvolvimento da perda auditiva:

✔Doenças respiratórias, infecções como otites e outras podem causar lesões, ocasionando perda auditiva e também zumbido;

✔Envelhecimento;

✔Certos medicamentos podem causar perda auditiva e zumbido. Por isso evite a automedicação;

✔Traumas na cabeça como pancadas, acidentes, ferimentos na cabeça podem causar zumbido e perda auditiva temporárias ou permanentes;

✔A exposição a sons muito altos como tiros, fogos de artifícios e outros explosivos, ambiente laboral com barulho excessivo ou ouvir música em volume alto por longo período também são fatores que podem causar a perda auditiva;

✔Fatores hereditários também podem contribuir para o surgimento da perda auditiva.

 

⚠Caso esteja percebendo que está perdendo a audição é importante que você marque uma consulta com o médico Otorrinolaringologista.


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Muitas vezes, algumas crianças que não apresentam um bom desempenho escolar têm dificuldades em aprender a ler ou escrever, trocam letras para falar, são desatentas ou distraídas.
Os adultos, por outro lado, queixam-se de dificuldades no seu dia-a-dia profissional e o convívio com familiares e amigos, queixam-se de falta de memória, concentração, entendimento, pedem para repetir o que foi dito, ou muitas vezes dizem: ” não entendi”.
É possível que por trás destas queixas esteja acontecendo o que chamamos de Distúrbio de Processamento Auditivo Central.
A capacidade que o sistema nervoso tem para usar a informação que chega pela audição, ou seja, “é aquilo que o cérebro é capaz de fazer com o que o ouvido ouviu”, é chamado de Processamento Auditivo Central.

Outros sinais observados pelos profissionais são:

•Cansaço rápido quando está assistindo às aulas ou palestras;
•Agitação e/ou inquietação;
•Dificuldade para ouvir e prestar atenção em ambientes ruidosos
•Parecer não ouvir/entender bem;
•Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito;
•Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo;
•Dificuldade para localizar de onde o som está vindo;
•Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada.

Se você apresenta os sinais acima, nós podemos lhe ajudar!


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Somente idosos possuem Perda Auditiva?
FALSO! É comum que devido ao processo natural do envelhecimento o sistema auditivo tenha sua função alterada em idosos. No entanto, 65% do total de pessoas com perda auditiva tem menos de 64 anos.

Apenas pessoas com perda auditiva profunda precisam de aparelhos auditivos?
FALSO! Desde as perda auditivas de grau leve ao grau profundo tem indicação de uso de aparelhos auditivos. Além disso, quanto menor for a perda e mais cedo ocorrer a intervenção maior será a chance do paciente se adaptar ao uso do aparelho.

Os aparelhos auditivos são grandes?
FALSO! Com o avanço da tecnologia o mercado dispõe de diversos modelos de aparelho auditivos discretos e potentes, sendo alguns deles praticamente invisíveis. O Fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliar seus exames, sua rotina e suas necessidades e lhe indicar o aparelho mais adequado.

Pessoas com perda auditiva utilizam a leitura labial?
VERDADEIRO!A maioria dos indivíduos com perda auditiva utilizam a leitura labial como suporte.

Pessoas com perda auditiva sempre terão dificuldades em escutar os sons da televisão e de falar ao telefone?
FALSO: Atualmente o mercado dispõe de alguns acessórios que transmitem o sons da televisão e do telefone com clareza e nitidez diretamente aos aparelhos auditivos.

É muito difícil se adaptar aos aparelhos auditivos?
FALSO! A tecnologia disponível atualmente permite que os fonoaudiólogos disponham de diversos recursos a fim de facilitar o processo de adaptação dos pacientes usuários de aparelhos auditivos.

Zumbido e sensação de tontura podem ser sintomas de perda auditiva?
VERDADEIRO: Assim como zumbido a sensação de tontura, podem ser sintomas de perda auditiva.

Pessoas que trabalham com sons intensos, como motorista de ônibus e motocicleta, DJs, pedreiros e operários , precisam usar o protetor auricular?
VERDADEIRO: O protetor auricular é um recurso que ajuda a proteger as células da audição de barulhos intensos. Portanto pessoas expostas a sons intensos devem aderir ao protetor para evitar perdas auditivas causadas por ruído ou traumas acústicos.

Perda Auditiva pode causar quadros depressivos nos indivíduo?
VERDADEIRO: A perda auditiva também pode causar quadros depressivos devido ao isolamento social e da falta de atenção e diálogo com familiares e amigos.

 

Ficou com alguma dúvida? Procure um Otorrinolaringologista ou um Fonoaudiólogo,aproveite para sanar suas dúvidas e fazer uma avaliação audiológica. Prevenir é sempre a melhor opção.

 

Caroline Nunes Egster
CRFa 10017-7
Fonoaudióloga graduada pela UFSC
Especializada em Gestão de Saúde pela UFSC


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A surdez ao envelhecer faz parte do processo degenerativo relacionado ao envelhecimento natural do indivíduo. A partir da quinta ou sexta década de vida, a pessoa passa a não ouvir com a mesma perfeição de quando tinha 20 anos, devido à morte de algumas células auditivas. Entretanto, componentes genéticos e fatores de risco específicos como diabetes, pressão alta, tabagismo e uso excessivo de álcool podem acelerar esse processo denominado presbiacusia.

Dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia apontam que as pessoas demoram cerca de sete anos para procurar um especialista após perceberem algum dano à audição e ainda levam mais dois anos para escolher um tratamento. Esse descuido pode levar à surdez definitiva.

”Através do exame da audiometria, que mede o menor som que uma pessoa é capaz de ouvir em cada frequência sonora, o especialista consegue avaliar a perda auditiva do paciente”, explica o otorrinolaringologista Eduardo Bogaz, do Hospital São Camilo, em São Paulo. Segundo o médico, se a perda auditiva for de grau leve, por exemplo, não será necessário o uso do aparelho de audição.

Um dos sintomas iniciais que merece atenção surge quando o idoso sente dificuldade, por exemplo, em falar ao telefone ou tem a sensação de que não consegue compreender bem as palavras que lhe são ditas. Por isso, ele tem uma enorme dificuldade de manter conversas simples. Além disso, os sons da fala mais agudos, utilizados com as consoantes s, t, k, p e f, são mais difíceis de compreender por quem sofre de perda auditiva.

“Os mais jovens têm o costume de chegar perto dos avós para falar próximo ao ouvido, como se eles não conseguissem escutar. Mas isso não ajuda. É necessário falar de maneira clara, articulando bem as palavras e com uma boa entonação, sem gritar. De frente para a pessoa, para que ela utilize o apoio visual e consiga fazer a leitura facial. Isso não vai melhorar a audição, mas ajudará na comunicação”, diz Bogaz.

Já os pacientes com perda auditiva moderada ou grave devem utilizar aparelhos auditivos, que amplificam os sons. “O aparelho não interfere na capacidade de compreensão, então essa orientação de falar devagar, pausadamente, para a pessoa utilizar a leitura orofacial também vale para quem usa aparelho”, explica o otorrino.

O médico alerta que a surdez na terceira idade pode gerar uma angústia muito grande no idoso, pois a dificuldade de comunicação e percepção pode levá-lo ao isolamento, ainda mais se a família não tiver paciência. Por isso, ele passa a ser excluído das atividades sociais e a ser informado somente de alguns poucos assuntos conversados em casa. Prevenir esse problema relacionado à idade ainda não é possível, entretanto, alguns cuidados são essenciais e podem refletir na saúde dos ouvidos. “Controlar diabetes e pressão alta, não ficar exposto a ruídos altos e fugir do sedentarismo podem afastar os fatores de risco”, comenta Bogaz.

Fonte: Portal Drauzio Varella


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O ouvido humano, responsável pela audição e equilíbrio corporal, é composto por um incrível conjunto de órgãos avançados e sensíveis do corpo humano. Sua função é captar sons e transmitir para o cérebro. Entretanto a perda auditiva pode aparecer, alterando a função natural do ouvido e prejudicando a audição.

Você já sentiu alguma dificuldade ao ouvir? Você pode ter perda auditiva e não saber. Confira o conteúdo abaixo, com informações da nossa fonoaudióloga, Karina Ramos Napoleão (CRFa 7550), e entenda mais sobre o assunto.


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