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Se você foi diagnosticado com perda auditiva e o especialista indicou a necessidade do uso do aparelho auditivo, não perca tempo. A prótese auditiva devolve ao paciente a capacidade de escutar os sons com clareza e levar uma vida plena e feliz. Adiar o uso do aparelho auditivo traz uma série de implicações para a saúde de modo geral.

 

Confira as razões para começar a utilizar a prótese auditiva o quanto antes.

Em primeiro lugar, você sabia que escutamos com o cérebro, e não com o ouvido? É isso mesmo! O ouvido recebe os sons, mas é o cérebro que reconhece os sons e interpreta se é uma buzina, um avião ou a voz do seu filho. Ou seja, o uso do aparelho auditivo em pessoas com perda auditiva é essencial para manter o cérebro ativo. Por isso, quanto mais tempo você demorar para começar a usar a prótese, mais difícil será para o cérebro voltar a se acostumar a ouvir os sons.

Também é importante lembrar que nos casos de perda auditiva bilateral, aquela que ocorre nos dois ouvidos, o paciente não deve adiar o uso do aparelho auditivo em um dos lados – ainda que um ouvido tenha capacidade parcial de audição. Isso porque o cérebro foi projetado para processar o som dos dois ouvidos. Portanto, quando os ouvidos trabalham em conjunto, o som fica muito mais claro e natural.

 

Grau da perda auditiva pode aumentar

Outro motivo para começar a usar o aparelho auditivo o mais rápido possível é porque o grau da perda auditiva costuma aumentar gradativamente. Existem quatro graus de perda auditiva:

  • Leve,
  • Moderado,
  • Severo, e
  • Profundo.

No grau LEVE as pessoas normalmente não identificam a perda auditiva. É natural que aumentem gradativamente a intensidade da voz e comecem a ter dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos.

No grau MODERADO a pessoa tem dificuldade de ouvir o telefone, tem dificuldade de manter uma conversa e se apoia na leitura labial. Já no grau SEVERO a dificuldade é ainda maior. As palavras ficam abafadas e até sons como campainha não são ouvidos. Na perda PROFUNDA o paciente pode ouvir apenas sons ambientais de alta intensidade não sendo possível discriminar a fala. Ou seja, se você tiver algum tipo de perda auditiva, mas adiar o uso da prótese, são grandes as chances da sua deficiência aumentar e a reabilitação auditiva se torna mais difícil.

 

Qualidade de vida se deteriora. Aparelho auditivo é a solução!

Estudos científicos comprovam que a perda auditiva não tratada piora substancialmente a qualidade de vida do paciente. Com a dificuldade de escutar os sons com clareza e se comunicar com os amigos e familiares, a pessoa tende a se isolar socialmente. Com isso, os estímulos cerebrais ficam escassos e levam a um maior declínio cognitivo.

Pesquisas indicam que o uso de aparelho auditivo auxilia na manutenção da capacidade mental da pessoa com deficiência auditiva. A prótese auditiva também restaura a habilidade de se comunicar e permite que o paciente volte a interagir em sociedade. Por isso, idosos com perda auditiva tem maiores probabilidades de desenvolverem demência e depressão.

 

Quais os sintomas da perda auditiva?

Alguns sinais ajudam a perceber a perda auditiva. Entre eles estão pedir constantemente para as pessoas repetirem o que está falando, ouvir a televisão com o volume mais alto que os demais e ter dificuldade de se comunicar pelo telefone ou em locais barulhentos. Os sons da fala mais agudos também costumam ser de difícil compreensão para quem sofre de perda auditiva.

Dito isso, é fundamental ficar atento aos sinais de perda auditiva e procurar um especialista assim que for identificada a dificuldade de escutar. Iniciar o tratamento o quanto antes é fundamental para manter a qualidade de vida, liberdade e independência. Quanto mais precoce, menores serão os prejuízos. Deixar para depois pode ser extremamente prejudicial e causar danos irreversíveis à saúde física e mental.

 

Excelência em reabilitação auditiva

No INSTITUTO OTOVIDA o paciente tem suporte completo para o tratamento e reabilitação auditiva. São 20 anos de experiência e uma equipe qualificada de fonoaudiólogos, que participam de todas as etapas do processo. Desde a escolha do aparelho auditivo que atendem às suas necessidades auditivas até os acompanhamentos e ajustes necessários.

 


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O ouvido humano é o responsável pelo nosso sentido auditivo.

A maior parte do aparelho auditivo está concentrada no interior da cabeça. Nossos ouvidos são subdivididos em três partes:

• Ouvido externo – onde está o canal auditivo.

• Ouvido médio ou cavidade timpânica – onde se encontram o tímpano, a bigorna, o martelo e o estribo.

• Ouvido interno – onde se concentram o estribo, o nervo auditivo e o caracol (também conhecido por cóclea).

Ao atingirem nossos ouvidos externos, as ondas sonoras percorrem o canal auditivo até chegar no tímpano. Este, por sua vez, vibra quando identifica variações de pressões mesmo muito pequenas, causadas pelas ondas sonoras.

As vibrações do tímpano avisam a dois ossos da cavidade timpânica (martelo e bigorna) que existe um som e estes, então, acionam outro osso (o estribo) que repassa essa informação ao ouvido interno.

Ao passarem por cada um desses obstáculos, as ondas sonoras são amplificadas e chegam ao caracol do ouvido.

O ouvido interno é composto pela cóclea que apresenta forma de caracol. Esta contém pequenos pelos que vibram quando há uma propagação do som. Essa propagação ocorre de forma fácil em virtude de um líquido existente dentro do ouvido interno, que estimula as células nervosas do nervo auditivo enviando esses sinais ao cérebro, fazendo com que tenhamos a percepção do som.

Fonte: Talita A. Anjos


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A inflamação no ouvido quando identificada e tratada corretamente não representa risco algum, sendo somente desconfortável, já que causa dor, coceira no ouvido, diminuição da audição e, em alguns casos, liberação de uma secreção fétida pelo ouvido. Apesar de ser facilmente solucionada, a inflamação no ouvido deve ser avaliada e tratada por um médico especialista, principalmente quando a dor dura mais que dois dias, há sensação de tontura ou vertigem e a dor no ouvido é muito intensa.

Causas da inflamação no ouvido

A inflamação no ouvido pode ser bastante desconfortável, principalmente para as crianças, e, por isso, quando surgirem os primeiros sintomas de inflamação, é importante consultar o médico para que seja identificada a causa e possa ser iniciado o tratamento.

As principais causas de inflamação no ouvido são:

1. Otite externa – A otite externa é a causa mais comum de dor e inflamação no ouvido e é mais frequente em bebês e crianças que ficam muito tempo na praia ou na piscina, por exemplo. Isso porque o calor e a umidade podem favorecer a proliferação de bactérias, levando à infecção e inflamação do ouvido e resultando em sintomas como dor, coceira no ouvido e, em alguns casos, presença de secreção amarelada ou esbranquiçada. Normalmente na otite há o acometimento de apenas um ouvido, no entanto em raros casos pode haver o acometimento dos dois.

2. Otite média – A otite média corresponde à inflamação do ouvido que surge normalmente após a gripe ou crises de sinusite, sendo caracterizada pela presença de secreção no ouvido, diminuição da audição, vermelhidão e febre. Por ser resultado de uma gripe ou crise de sinusite, a otite média pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou alergias.

3. Lesão durante a limpeza do ouvido – A limpeza do ouvido com cotonete pode empurrar a cera e até mesmo romper o tímpano, o que causa dor e liberação de secreção no ouvido. É importante evitar limpar os ouvidos com cotonete e introduzir objetos estranhos nessa cavidade, pois além de infecção pode resultar em problemas graves para a saúde.

4. Presença de objetos dentro do ouvido – A presença de objetos no ouvido, como por exemplo botões, pequenos brinquedos ou alimentos, é mais comum em bebês, sendo normalmente acidental. A presença de corpos estranhos no ouvido leva à inflamação, havendo dor, coceira e liberação de secreção no ouvido. Não é recomendado tentar tirar o objeto em casa sozinho, pois isso pode empurrar ainda mais o objeto e causar complicações.

Fonte: Tua Saúde – Dr. Gonzalo Ramires


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Os ouvidos são órgãos muito sensíveis, que, além de permitirem o sentido de audição, são responsáveis pelo equilíbrio do corpo. Dessa forma, é essencial protegê-los, pois, com o envelhecimento natural, eles sofrem uma perda na capacidade funcional, que provoca perdas auditivas.

Para preveni-las e manter a saúde do órgão, alguns cuidados devem ser tomados ao longo da vida, como:

  • Utilizar proteção auricular em locais com sons muito altos;
  • Fazer exame de audiometria anualmente — especialmente as pessoas que trabalham em ambientes com poluição sonora;
  • Não utilizar cotonetes na região interna do ouvido — para evitar que o cerume seja empurrado para a parte interna;
  • Não retirar a cera dos ouvidos — ela é importante para proteger de agentes externos e infecções;
  • Consultar um profissional habilitado periodicamente;
  • Evitar volumes altos no fone de ouvido — o aconselhável é um som de 85 dB por, no máximo, 45 minutos;
  • Assoar suavemente o nariz (um lado de cada vez) duas vezes ao dia — isso evita a entrada de secreções que podem causar perda auditiva, pressão nos ouvidos, zumbido e dor.

Além desses cuidados, é importante consultar periodicamente um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo quando perceber qualquer alteração na audição. A utilização de aparelho auditivo é outra forma de cuidar da saúde auditiva, já que o dispositivo evita o agravamento de deficiências na audição e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

O ouvido é um órgão essencial para captar os sons e enviá-los ao cérebro. Por ser muito sensível, requer cuidados especiais e exames periódicos para garantir a qualidade da audição e evitar agravamentos de alterações auditivas.


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Acompanhe a entrevista realizada com médico Otorrinolaringologista do Instituto otovida, Dr. Evandro Manoel.

“Labirintite” é um termo utilizado na prática, tanto por pacientes como por muitos médicos, para falar de qualquer problema referente ao labirinto. Na verdade, não é correto utilizar esse termo dessa forma, sendo preferível nesse caso utilizar o termo “Labirintopatia” que é o mesmo que dizer de forma genérica que há um problema no labirinto. Existem diversas formas de labirintopatias, cada uma afetando de forma diferente o labirinto e com um tratamento específico, assim como acontece com outros órgãos do corpo humano, como o coração, fígado, rins e outros.

 

Então quer dizer que o termo “Labirintite” não existe?

Existe sim. Labirintite significa que há uma inflamação (nesse caso, geralmente de origem infecciosa) do labirinto, que é apenas um dos muitos tipos de labirintopatias, e desses, a labirintite é uma das mais raras de serem encontradas.

 

Como eu sei se tenho algum tipo de labirintopatia?

Quando o paciente apresenta um problema de labirinto, o sintoma mais comum é de tontura, que geralmente faz com que o paciente apresente uma ilusão de que ele, ou as coisas em volta, estejam se movimentando, o que pode ser chamado nesses casos de vertigem. No entanto, existem labirintopatias que podem gerar tipos de tontura menos específica como sensação de “flutuação”, “cabeça vazia”, “cabeça pesada”, “mareio”, dentre outros. Além da tontura, o paciente também pode apresentar sensação de ouvido tampado ou entupido, zumbido, desequilíbrio, quedas sem perda de consciência além de náuseas, vômitos, palidez e sudorese nos casos mais intensos.

 

Então quando eu sinto tontura, zumbido ou desequilíbrio significa que tenho algum tipo de labirintopatia?

Não necessariamente. Apesar de que a maioria dos pacientes com esses sintomas apresentam algum tipo de labirintopatia, há casos que essas queixas podem significar problemas das vias de equilíbrio do sistema nervoso central (estruturas de dentro da cabeça como por exemplo o cérebro e o cerebelo) que fazem conexão com o labirinto. Além disso, há casos que esses sintomas podem significar outros tipos de problema que não tem nenhuma relação com o labirinto, como por exemplo problemas cardiovasculares, neurológicos e psicológicos.

 

Então o que eu devo fazer se tenho esses sintomas (Tontura, zumbido e/ou desequilíbrio)?

Você deve agendar uma consulta com médico especialista nesse assunto que é o otorrinolaringologista, de preferência aquele que tenha experiência e prática nesse assunto (otoneurologista). Somente o médico é capaz de entender qual a origem dos sintomas do paciente, bem como o tipo de labirintopatia que está afetando o paciente.

 

Como o médico faz para saber se tenho uma labirintopatia?

A conversa com o paciente, também chamada de anamnese, é a parte mais importante para saber se o problema é de fato uma labirintopatia e qual o seu tipo. O médico deve procurar saber sobre diversas características da queixa principal, bem como seus possíveis desencadeantes e outros sintomas que por vezes podem aparecer juntos da queixa principal.  Além disso, são importantes a história do paciente em relação a outras doenças, medicações em uso e hábitos de vida. Às vezes será necessária mais de uma consulta para que o médico recolha informações suficientes para fazer o diagnóstico.  O exame físico que se faz também na consulta, é a segunda parte mais importante para identificar a origem do problema. Os exames complementares, como veremos a seguir, também podem ser pedidos a depender da suspeita do médico, mas não são tão importantes quanto à consulta médica em si.

 

Existe algum exame que identifica se tenho labirintopatia?

Não há nenhum exame solicitado pelo médico que, sozinho, identifique a causa da tontura, zumbido ou desequilíbrio do paciente. Como já foi dito, a consulta médica é essencial para entender o problema do paciente e os demais exames vão basicamente apenas confirmar as suspeitas do médico, descartar algumas causas possíveis e avaliar a função do labirinto e do equilíbrio do paciente.

 

Quais são os exames que podem ser solicitados?

Os exames complementares que podem ajudar o médico nesses casos são muitos. Temos exames que avaliam a função do labirinto como por exemplo a vectoeletronistagmografia, a videonistagmografia, o teste do impulso cefálico por vídeo (do inglês video head impulse test), a eletrococleografia e o potencial evocado miogênico vestibular (também chamado pela sigla VEMP). Há também exames que avaliam o equilíbrio como a posturografia. Há também exames como a audiometria e a imitanciometria que irão avaliar a parte do labirinto relacionada à audição bem como exames laboratoriais a fim de avaliar possíveis alterações metabólicas que também podem levar à alteração do funcionamento do labirinto. Exames de imagem como a ressonância magnética são solicitados pontualmente em casos de suspeita de doença do sistema nervoso central ou do nervo vestibular (que é aquele que liga o labirinto ao encéfalo).

 

Quais são os principais tipos de labirintopatias?

As mais comuns são a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB) (ocorre por um descolamento de “cristais” de dentro do labirinto), a Migrânea Vestibular (que é causada pela enxaqueca), a Doença de Ménière, a Labirintopatia Metabólica e a Neurite Vestibular (essa seria é por inflamação do nervo e não do labirinto). Porém, menos comumente podemos nos deparar com a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP), a Paroxismia Vestibular, a Síndrome do desequilíbrio do idoso, a vestibulopatia bilateral, a Síndrome de terceira janela dentre outras. Ou seja, são muitos os tipos de labirintopatia e o médico deve conhecer todas essas para poder fazer o diagnóstico da tontura do paciente.

 

Quais são os tratamentos que podem ser feitos para as labirintopatias?

Dependendo do diagnóstico feito pelo médico, o tratamento pode variar muito. Existem labirintopatias como a migrânea vestibular e a Doença de Ménière que comumente necessitam de medicações. Há labirintopatias como a VPPB que, por outro lado, não necessitam de medicações para sua cura, e sim de manobras de posicionamento para “recolocar os cristais” no lugar certo dentro do labirinto. A labirintopatia metabólica é corrigida na maioria das vezes apenas com medidas de orientação na dieta. Há também algumas outras como a TPPP e a vestibulopatia bilateral que necessitarão de reabilitação vestibular, que são exercícios orientados para melhorar a sensação de tontura e desequilíbrio.


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O número de pacientes com zumbido vem crescendo a cada dia – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas, de várias idades, em todo o mundo. A divulgação de informações, assim como dicas sobre o assunto é de grande importância e tem como principal objetivo, além do esclarecimento correto sobre os sintomas – lembrar as pessoas dos cuidado com a audição – levando, inclusive ao diagnóstico e tratamento precoce.

Nesta segunda etapa da nossa entrevista, conversamos com a Médica Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Drª. Cristiane Popoaski. que nos respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o ZUMBIDO:

 

ZUMBIDO PODE CAUSAR PERDA DE AUDIÇÃO?

O zumbido é um sintoma e não uma doença.  Então, doenças que cursem com perdas auditivas acabam gerando o sintoma zumbido. Muitas vezes durante a investigação da queixa do zumbido é que descobrimos uma perda auditiva já instalada, mas ainda não percebida pelo paciente pois o sintoma do zumbido é mais perceptível e incômodo do que a própria perda auditiva.

 

O USO DE APARELHO AUDITIVO AMENIZA E AUXILIA NO TRATAMENTO DO ZUMBIDO?

Sim, muitas vezes a perda auditiva pode ser a causa do zumbido. Então, ao iniciar o uso do aparelho auditivo haverá um ganho na capacidade auditiva (o quanto o paciente ouve e compreende) e com isto o zumbido se torna menos perceptível e em alguns casos há a sua  melhora. Em alguns casos em que apenas o ganho auditivo não é o suficiente para o alívio do zumbido, podemos lançar mão de uma tecnologia associada ao aparelho auditivo chamada de gerador de som. Este é capaz de gerar um ruído contínuo capaz de “confundir” ou mascarar a percepção do zumbido.

 

ABUSO DE MEDICAMENTOS, BEBIDAS, ALCOÓLICAS E CAFÉ PODEM CAUSAR ZUMBIDO?

Sim. Alguns medicamentos podem até ser a causa do zumbido. Já as bebidas alcoólicas e a cafeína por serem substâncias estimuladores e desta forma interferem na percepção do zumbido, tornando-o em alguns casos mais intenso e mais incômodo.

 

SONS MUITO ALTOS PODEM CAUSAR ZUMBIDO?

Isto pode ocorrer por dois mecanismos:  se expor por um período prolongado a sons altos pode gerar perda auditiva, sendo esta uma das causas do zumbido e o som alto em um curto período de exposição pode deixar as células ciliadas que estão localizadas na cóclea (órgão auditivo) mais excitadas e essa excitabilidade resulta no aparecimento do zumbido geralmente de forma transitória. Um exemplo típico dessas duas situação são trabalhadores  que operam máquinas sem uso de protetor auditivo (Equipamento de Proteção Individual), na primeira situação e na segunda após ida em um show em que ficamos próximos a caixa de som.

 

POR QUE É IMPORTANTE DESCOBRIR AS CAUSAS DO ZUMBIDO O QUANTO ANTES?

Porque o zumbido pode significar uma série de possíveis diagnósticos e quanto antes chegarmos a uma possível causa, melhor o resultado do tratamento.

Isso se dá também pelo fato de que quem gera o zumbido na maioria das vezes é o ouvido, mas quem o percebe é o SNC (sistema límbico/emoções). Devido a isso o nosso sistema nervoso central cria um alerta constante da necessidade de perceber se o zumbido “está ali” e devido a este alerta constante muitas vezes o tratamento se torna mais complexo e difícil. Quanto antes atuarmos nesse mecanismo de ação, melhor o resultado em relação ao incômodo gerado pelo zumbido.

 

QUAIS OS TIPOS DE DOENÇAS O ZUMBIDO PODE MASCARAR?

O que ocorre é que não é que o zumbido mascara outras doenças, mas sim o fato de que muitas vezes a existência do zumbido é tão incômoda que acaba sendo este o motivo da vinda do paciente ao consultório. É através desta queixa que chegamos os possíveis diagnósticos relacionados ao zumbido, como perda auditivas, doenças vasculares e metabólicas, tensões musculares ou articulares causando ou piorando a percepção do zumbido, dentre outras possibilidades.

 

O ZUMBIDO PIORA NO SILÊNCIO?

Sim, aliás em um silêncio absoluto muitos de nós teremos o sintoma zumbido. Devido a isto orientamos a terapia de enriquecimento sonoro para evitar o silêncio absoluto, principalmente no período em que o zumbido está mais perceptível e incômodo.

 


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O número de pacientes com zumbido vem crescendo a cada dia – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas, de várias idades, em todo o mundo. A divulgação de informações, assim como dicas sobre o assunto é de grande importância e tem como principal objetivo, além do esclarecimento correto sobre os sintomas – lembrar as pessoas dos cuidado com a audição – levando, inclusive ao diagnóstico e tratamento precoce.

Conversamos com o Médico Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dr Evandro Maccarini Manoel. que nos respondeu as dúvidas mais frequentes sobre o ZUMBIDO:

 

O QUE É ZUMBIDO?

O zumbido pode ser definido como uma percepção sonora na ausência de estímulo acústico externo. Em outras palavras é um som que é percebido, na maioria das vezes, apenas pela própria pessoa e que parece vir de uma das orelhas, de ambas as orelhas, ou simplesmente de “dentro da cabeça”. O zumbido pode ser de vários tipos. Geralmente se parece com um som contínuo, semelhante a um apito, um grilo, uma cigarra, a um chiaço, um motor, dentre outras definições. Porém, menos comumente, pode se parecer com algo pulsátil, como o bater do coração ou o bater de asas de um inseto, por exemplo. Além disso, uma mesma pessoa pode ter zumbidos diferentes, que podem ser percebidos no mesmo local ou em locais diferentes.

 

ZUMBIDO É UMA DOENÇA?

Não. O zumbido é um sintoma que é comum a várias doenças ou alterações, e por isso sempre merece uma investigação de sua causa pelo seu médico.

 

O QUE PROVOCA ZUMBIDO?

O zumbido pode ter várias causas. Acredita-se que a grande maioria dos casos de zumbido contínuos estejam relacionados à perda auditiva (mesmo que muito leve) ou a uma hipersensibilidade auditiva. Aliás, muitas vezes o zumbido é o primeiro sinal que o paciente percebe de uma perda auditiva inicial, antes mesmo de perceber a sensação de não estar ouvindo bem. No entanto, o zumbido pode ter outras causas como alterações metabólicas, psicológicas, neurológicas e musculares, como nos distúrbios de articulação temporo-mandibular. Causas mais graves, como por exemplo tumores, felizmente são raras, mas podem eventualmente ter como primeiro sintoma o zumbido. Zumbidos considerados “pulsáteis” geralmente tem como causas alterações vasculares (de veias ou artérias) ou musculares. E para deixar a situação um pouco mais difícil para o médico, não raramente o paciente com zumbido pode ter mais de uma causa para o seu sintoma.

 

SE UMA PESSOA DESCONFIA QUE SOFRE DE ZUMBIDO, O QUE ELA DEVE FAZER?

Justamente por tantas possibilidades de causas para um zumbido, é fundamental que o paciente com esse sintoma procure um médico especialista, no caso um otorrinolaringologista, de preferência com experiência na área de otoneurologia, para fazer uma investigação diagnóstica e, se necessário, o tratamento adequado.

 

ZUMBIDO TEM CURA?

Depende. Alguns tipos de zumbido têm cura. Alguns, inclusive, melhoram às vezes sem que o médico precise fazer alguma coisa. Por outro lado, infelizmente muitos tipos de zumbido a cura – ou seja, a resolução completa do zumbido – ainda não é conhecida pelos médicos. Mas isso não significa de forma alguma que “não há nada o que ser feito” ou que o paciente terá que simplesmente “se acostumar com isso para o resto de sua vida” que são frases ainda muito ouvidas em consultórios médicos. Todos os zumbidos, mesmo esses em que a cura completa não é conhecida, podem ter algum tipo de tratamento, que nesses casos teria como objetivo ao menos amenizar e/ou diminuir a percepção do paciente do zumbido.

 

EXISTE ALGUM EXAME QUE PODE DETECTAR O ZUMBIDO?

O zumbido na maioria das vezes é algo extremamente subjetivo e que é percebido apenas pelo próprio paciente. Então até hoje não é conhecido nenhuma maneira de “medir” o zumbido de forma objetiva. No entanto, o zumbido pode ser avaliado com a cooperação do paciente com um exame chamado acufenometria. Nesse exame é possível saber o lado do zumbido, “medir” a intensidade e a frequência sonora em que ocorre o zumbido, bem como verificar o limiar de desconforto do paciente para sons, verificar a intensidade de som necessária para mascarar o zumbido (ou seja, fazer com que não seja perceptível ao paciente) e também verificar a presença de inibição residual, ou seja, ver se o zumbido muda de característica após a colocação de um outro tipo de som no ouvido. Essas características avaliadas podem auxiliar seu médico e fonoaudióloga em alguns métodos de tratamento além de que ajudam o paciente a entender o seu próprio problema.

 

EM QUE FAIXA ETÁRIA O ZUMBIDO OCORRE COM MAIS FREQUÊNCIA?

O zumbido ocorre mais frequentemente nos idosos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças.

 

O QUE PODE AGRAVAR O ZUMBIDO?

O zumbido do tipo contínuo, que é o mais comum, pode ser agravado por diversos fatores. Dentre os mais comuns podemos citar os fatores metabólicos como por exemplo alterações da glicose no sangue e alterações hormonais. Alguns alimentos com açúcar e/ou cafeína e períodos de jejum prolongado são outros exemplos. Alterações musculares como contraturas na região da musculatura cervical ou problemas na articulação temporo-mandibular podem tanto gerar como agravar um zumbido. Um outro fator extremamente comum de piora é o estresse, ansiedade excessiva e insônia.

Na próxima semana daremos continuidade, qui no nosso BLOG, sobre as principais dúvidas sobre o ZUMBIDO – #PARTE2 na entrevista realizada com a médica Otorrinolaringologista do Instituto Otovida, Dra Cristiane Popoaski.

 


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Quase todo mundo já teve dor de ouvido alguma vez na vida. As principais causas desse problema são inflamações provocadas por trauma, manipulação ou excesso de umidade. Infecções causadas por fungos, bactérias ou vírus, e mesmo excesso de cera também podem provocar dor. Confira alguns mitos e verdades:

DOR DE OUVIDO PODE ESTAR RELACIONADA À SAÚDE BUCAL

VERDADE – Existem dois nervos longos que passam pelo ouvido e pela garganta, ou seja, as duas regiões estão interligadas. Problemas bucais, como gengivite ou amidalite, por exemplo, podem provocar dor de ouvido ou disfunção na articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio. Através desses nervos, uma dor pode irradiar tanto do ouvido para a garganta como fazer o caminho inverso.

 

A LIMPEZA DO OUVIDO DEVE SER FEITA COM HASTES FLEXÍVEIS (COTONETES)

MITO – Hastes flexíveis só devem ser usadas nas dobras das orelhas, e não introduzidas no canal do ouvido, já que podem criar fissuras na pele e facilitar a entrada e proliferação de bactérias. Além disso, elas podem romper o tímpano, membrana que veda o fundo do canal auditivo e protege a cavidade do osso do ouvido. A perfuração do tímpano pode resultar em infecções, dor de ouvido e até surdez.

 

ANDAR DE CARRO COM O VIDRO ABERTO E TOMAR VENTO PODE CAUSAR DOR DE OUVIDO

VERDADE – Isso acontece porque o frio favorece a contração dos músculos e tecidos que envolvem o canal do ouvido e deixa a pele mais sensível. Essa contração é o que provoca a dor. Não se trata de otite (infecção de ouvido), apenas dor no canal auditivo. A dica é se agasalhar, usar gorro e evitar sair com o cabelo molhado no frio.

 

DOR DE OUVIDO NÃO TEM NADA A VER COM GRIPE

MITO – Dor de ouvido e gripe podem estar relacionadas, já que as secreções geradas por gripes, resfriados e sinusite podem migrar para o canal auditivo e provocar dor. Além disso, as inflamações das vias aéreas favorecem a proliferação de bactérias e vírus que provocam otite e também causam dor.

 

COMPARTILHAR FONES DE OUVIDO NÃO CAUSA INFECÇÃO

MITO – Compartilhar fones de ouvido pode, sim, causar infecção, pois existe o risco de contrair alguma bactéria do ouvido da outra pessoa. Outro fator que pode causar danos auditivos é o volume do som. A recomendação é deixar os fones em um volume em que a pessoa ao lado não escute sua música (o que, além de saudável, é educado).

 

Portal Drauzio Varella


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Você usa o cotonete eventualmente para limpar o ouvido? Está na hora de abolir essa prática. É o que aconselham as diretrizes médicas da Academia Americana de Otorrinolaringologia. De acordo com a recomendação, publicada recentemente na revista científica Otolaryngology-Head and Neck Surgery, não se deve colocar qualquer coisa “menor que o cotovelo em seu ouvido”.

O problema é que as hastes flexíveis — ou qualquer objeto que alcance o local — podem machucar o ouvido. Os pesquisadores explicaram que os objetos têm potencial real de causar cortes nos canais auditivos, perfurar os tímpanos e ainda deslocar os ossos auditivos. Como consequência, as pessoas podem ter perda de audição, tontura ou outros sintomas de lesão de ouvido.

Sabe-se que o organismo produz cera naturalmente para manter os ouvidos lubrificados, limpos e protegidos. Qualquer tipo de sujeira, como poeira, grão de de areia, entre outros, que chegue ao ouvido fica preso à cera, que impede as partículas de chegar ao canal auditivo. Os movimentos habituais da mandíbula, como falar e mastigar, juntamente com o crescimento da pele dentro do canal, normalmente ajudam a mover a cera antiga de dentro para fora da orelha, onde é lavada durante o banho. Ou seja, o próprio corpo se encarrega de se livrar da cera.

Ao utilizar um cotonete, corre-se outro risco: empurrar a cera, em vez de retirá-la. Estima-se que 2% dos adultos tenham alguma dificuldade de eliminar a cera naturalmente e, por isso, podem sofrer perda auditiva. “Nesses casos, é melhor buscar um profissional de saúde para tratar do problema”, disse James Battey, diretor do Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação, à CNN.

Fonte: Abril/Veja


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Abaixo está relacionado alguns fatores que influenciam no desenvolvimento da perda auditiva:

✔Doenças respiratórias, infecções como otites e outras podem causar lesões, ocasionando perda auditiva e também zumbido;

✔Envelhecimento;

✔Certos medicamentos podem causar perda auditiva e zumbido. Por isso evite a automedicação;

✔Traumas na cabeça como pancadas, acidentes, ferimentos na cabeça podem causar zumbido e perda auditiva temporárias ou permanentes;

✔A exposição a sons muito altos como tiros, fogos de artifícios e outros explosivos, ambiente laboral com barulho excessivo ou ouvir música em volume alto por longo período também são fatores que podem causar a perda auditiva;

✔Fatores hereditários também podem contribuir para o surgimento da perda auditiva.

 

⚠Caso esteja percebendo que está perdendo a audição é importante que você marque uma consulta com o médico Otorrinolaringologista.


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